segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Campanha pela Preservação dos recursos hídricos

A Campanha "Água para a Vida, Água para Todos" trata-se de uma caravana promovida pela organização não-governamental WWF, com o objetivo de alertar a população sobre a grave situação dos recursos hídricos no País. Apesar de relativamente abundante, a disponibilidade de água no Brasil encontra-se comprometida. As principais causas são o mau uso e o desperdício, a contaminação por esgotos domésticos, efluentes industriais e agrotóxicos, o desmatamento e a ocupação desordenada do solo, e o uso intensivo pelas atividades agrícolas e industriais. Apenas a agricultura consome 60% da água no País, devido à irrigação. Além disso, explica Samuel Barreto, biólogo do WWF e especialista em água doce, o Brasil perde, todo ano, toneladas de solos férteis por causa de uma agricultura mal planejada, aliada à prática das queimadas e dos desmatamentos. Isso acaba levando à perda de água, pois a erosão carrega sedimentos causando o assoreamento dos rios e córregos. Mais: os produtos químicos usados diretamente nas plantações e suas embalagens descartadas a céu aberto são levados até os cursos d'água, ou acabam infiltrando-se no solo, contaminando os lençóis freáticos. Outro problema é o índice de perda de água no sistema de abastecimento público, que chega a 40%, em razão de falhas na tubulação e ligações clandestinas. A ocupação desordenada do solo também agrava o problema, tanto na demanda por recursos hídricos como na contaminação por esgoto: a Prefeitura de São Paulo estima que a cada oito dias surge uma nova favela na cidade. A campanha começou pelo Sul e Sudeste, onde o quadro é mais crítico. São regiões que detêm, respectivamente, 7% e 6% de toda a água existente no País, mas abrigam aproximadamente 52% da população, ou seja, mais de 97 milhões de brasileiros. A escassez começa a encarecer e comprometer as atividades econômicas, com reflexos na economia, na geração de renda e emprego e na inclusão social. A falta d'água, agravada pelas mudanças climáticas, atinge em cheio as produções agrícola e de energia hidrelétrica. Assim, a seca que afeta o Sul pelo segundo ano consecutivo, e é uma das piores dos últimos 70 anos, funciona como forte argumento a favor da conservação dos recursos hídricos.

domingo, 17 de agosto de 2008

Como economizar água?

Podemos economizar água de muitas maneiras em todos os lugares da casa.

No banheiro podemos fechar a torneira ao escovar os dentes e ao fazer a barba, não tomar banhos demorados, manter a válvula de descarga do vaso sanitário sempre regulada e não use o vaso como lixeira ou cinzeiro e consertar os vazamentos o quanto antes.

Na cozinha podemos antes de lavar pratos e panelas, remover bem os restos de comida e jogá-los no lixo, manter a torneira fechada ao ensaboar as louças e deixar de molho as louças com sujeira mais pesada, só liguar a máquina de lavar louça quando estiver cheia.

N0 jardim, quintal e calçada podemos evitar lavar o carro durante a estiagem, se necessário use um balde e pano, nunca a mangueira, não usar a mangueira para limpar a calçada, usar uma vassoura, prefirir o uso de regador ao da mangueira para regar as plantas.

Nas torneiras podemos não deixar a torneira pingando, sempre que necessário troque o "courinho", a perda por vazamento em torneiras é muito grande.

Assim podemos economizar a água, não fique parado e comece a economizar você também!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Secas, alagamentos e enchentes no Brasil

-O fenômeno das secas no Brasil se dá por causas naturais, uma região que apresenta alta variabilidade climática, ocorrendo quando a chamada zona de convergência intertropical (ZCIT) não consegue se deslocar até a região Nordeste no período outono-inverno no Hemisfério Sul, sobretudo nos perídos de El Niño. A ITCZ apresenta um movimento meridional sazonal, com uma posição média anual junto à latitude 5 graus Norte. Além disso, o aumento do desmatamento, em especial a destruição da Zona da Mata nordestina tem contribuído para a elevação da temperatura regional. -Enchente ou cheia é, geralmente, uma situação natural de transbordamento de água do seu leito natural, qual seja, córregos, arroios, lagos, rios, mares e oceanos provocadas geralmente por chuvas intensas e contínuas. A ocorrência de enchentes é mais frequente em áreas mais ocupadas, quando os sistemas de drenagem passam a ter menor eficiência. -Uma inundação pode ser o resultado de uma grande tempestade que deixa cair uma chuva que não foi suficientemente absorvida pelo solo e outras formas de escoamento, causando transbordamentos.

Grandes Acidentes com vazamento de óleo nos oceanos e mares

Um vazamento de 100 litros de óleo de um navio da Petrobras ocorreu na manhã desta quinta-feira na costa do Ceará.Segundo a empresa, o petróleo bruto vazou às 10h do navio-cisterna Mariprima, durante uma operação de troca de equipamento. A cisterna armazena a produção petrolífera das plataformas marítimas.O acidente aconteceu a 35 quilômetros da costa do município de Paracuru (106 km a noroeste de Fortaleza).A informação foi confirmada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), na capital cearense.A assessoria do Ibama declarou que foi notificada do acidente pela Petrobras, via fac-símile, às 14h49 e, em seguida, acionou um pescador, coletor de dados de pesca, posicionado próximo ao local do acidente para averiguar os danos. Segundo ele, a mancha já havia desaparecido.De acordo com a gerência de exploração e produção da Petrobras para os Estados do Rio Grande do Norte e Ceará, a mancha de óleo atingiu 1 km por 20 metros de extensão."O vazamento não durou mais de 10 minutos. Com o vento e as correntes marítimas, a mancha de óleo aumentou sua extensão sobre a água. Até amanhã de manhã não veremos mais nenhum vestígio do produto vazado", afirmou o gerente de produção, João Marcos Sales Figueira.Segundo ele, foram usadas duas embarcações com produtos dispersantes para conter o óleo vazado. "Monitoramos a mancha com barcos e helicóptero. Às 16h, a mancha já estava a 40 quilômetros da costa, se dirigindo ao alto-mar. O impacto ambiental foi mínimo".Charles Nobre Peroba, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Ceará, disse que esses acidentes ocorrem rotineiramente por conta da redução de pessoal que trabalha nas plataformas da empresa.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Qual é a situação da cidade do Rio de Janeiro?De onde vêm a nossa água?

As águas utilizadas para o abastecimento do municipio do Rio de Janeiro (Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Nilópolis, São João de Meriti, Belford Roxo, Queimados e Japeri) provém dos Sistemas Paraiba-Guandu (45,0 m3/s), Ribeirão das Lajes (5,1 m3/s), Acari (1,2 m3/s) e ainda pequenos mananciais locais (0,3 m3/).O rio Guandu foi o caminho utilizado pela LIGHT para o escoamento das águas do rio Paraíba do Sul quando foi edificado o complexo Paraíba-Vigário para geração de energia do Rio de Janeiro. No ano 2000, cerca de 92,4% dos domicílios eram atendidos pelo sistema CEDAE (Fonte instituto Pereira Passos- IPP) . Ou seja quase 7% da população não é atendida pela CEDAE. A cidade do Rio de Janeiro continua em franca expansão e o aumento populacional demonstra a necessidade de água para sua sobrevivência. O clamor popular leva Sua Majestade Imperial a determinar que se buscasse água em uma fonte abundante que, por si só, fosse capaz de satisfazer a todas as necessidades, empreendendo-se, para esse fim, uma grande obra, que ateste a gerações futuras a solicitude do presente Reinado. Daí surge o sistema determinado de “Sistema Acari ou de Linhas Pretas”, que foi utilizar-se das águas da serras de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, que são as captações de São Pedro (1877), Rio D’Ouro (1880), Tinguá (1893), Xerém (1907) e Mantiqueira (1908), cortando toda a Baixada Fluminense e trazendo esta água para a Metrópole. As captações de regimes torrenciais e até o ano de 1940, representavam 80% do volume de água disponível.

domingo, 3 de agosto de 2008

A distribuição da água segundo as regiões brasileiras

O Brasil detém uma das maiores bacias hídricas da Terra, com cerca de 15% da água doce superficial. Tem ainda em parte de seu território a maior reserva de água doce subterrânea, o Aqüífero Guarani, com 1,2 milhão de quilômetros quadrados. Mas o contraste na distribuição é enorme. A Região Norte, com 7% da população, dispõe de 68% da água do País, enquanto o Nordeste, com 29% da população, tem 3%, e o Sudeste, onde vivem 43% dos brasileiros, conta com 6%. Problemas como desmatamento das nascentes e poluição agravam a situação. Em conseqüência, 45% da população não tem acesso a água tratada e 96 milhões de pessoas vivem sem esgoto. Embora o problema mais visível esteja no semi-árido, com cinco Estados enquadrados nos índices de escassez do Banco Mundial, os maiores conflitos ocorrem na área de mata atlântica, onde vivem 110 milhões de brasileiros. "Quem acha que a água é um problema do futuro deve ver o estado calamitoso dos rios em São Paulo, Rio ou Minas", afirma Messias Franco, secretário-geral do WWF-Brasil. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), o País enfrenta problemas nas regiões costeiras do Sudeste e do Sul, nas bacias dos Rios São Francisco e Uruguai, ambos na mata atlântica, além de parte das bacias dos Rios Tocantins (Amazônia) e Paraguai (Pantanal). Os motivos são desmatamento, falta de saneamento, expansão das cidades e má gestão. Maior trunfo do País em relação ao abastecimento, o Guarani passa por oito Estados, e por Argentina, Paraguai e Uruguai, o que exige um acordo entre esses países para o seu uso. "Dos cerca de 166 km3 de potencial de água renovável que circulam no aqüífero, entre 40 e 80 km3 podem ser explorados. Mas há risco de contaminação, pelo grande número de poços construídos e operados sem tecnologia adequada ou abandonados", diz Haroldo Mattos de Lemos, presidente do Instituto Brasil Pnuma. Outro trunfo, o fato de o Brasil contar com legislação avançada no setor, deu poucos resultados práticos até agora. A maior parte dos comitês e consórcios de bacia, que deveriam administrar o uso da água, não conseguiu efetivar a cobrança pela sua utilização. O mais adiantado nesse processo é o Comitê do Rio Paraíba do Sul, do qual fazem parte São Paulo, Rio e Minas. Mas divergências entre usuários, principalmente agrícolas e industriais, emperram a concretização. E o investimento? - O biólogo Samuel Barreto, do WWF-Brasil, critica a falta de investimento em saneamento. "A cobertura da coleta de esgoto é de 49%, sendo de 71% no Sudeste, 33% no Centro-Oeste, 18% no Sul, 13% no Nordeste e 2% no Norte. Temos problemas de falta d'água até na Amazônia, como em Rio Branco, onde os mananciais estão comprometidos por esgoto, lixo, mineração e expansão urbana." O biólogo salienta que 70% das internações no Brasil são provocadas por doenças transmitidas por água contaminada, ao custo de US$ 2 bilhões por ano. "Segundo a Organização Mundial da Saúde, para cada dólar investido em saneamento ambiental, economiza-se de US$ 4 a US$ 5 em saúde. Não investir em saneamento é mau uso do dinheiro público."A escassez é mais severa em cinco Estados do País. Eles são Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do NorteNenhuma região brasileira sente tanto os efeitos de falta d'água quanto o Nordeste. Atualmente, a disponibilidade hídrica per capita na região é insuficiente nos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. A situação é ainda mais insustentável para os 8 milhões de habitantes do semi-árido. "Fatores como o aumento da temperatura global, que deverá elevar a evaporação da água e, ao mesmo tempo, a demanda para consumo humano e para irrigação, deverão afetar ainda mais a disponibilidade hídrica na região.Isso tudo sem contar as alterações provocadas pela ocupação humana, como assoreamento, desmatamento e perda de qualidade da água", diz Joaquim Gondim, da ANA.Estudos realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) revelam que as chances dos agricultores colherem boas safras são de três anos em dez na região. Em quatro anos, a produção cai num percentual muito elevado e, em três, as perdas são quase totais. Nesse anos de secas mais intensas, o Produto Interno Bruto (PIB) agrícola da região sofre uma redução de 60%. Segundo Gondim, isso mostra a importância de mais estudos e ações para se antecipar ao que está por vir. Evaporação - Segundo Haroldo Mattos, do Brasil Pnuma, a insolação e os ventos na região provocam um índice de evaporação de cerca de 30% da vazão dos açudes. "Em alguns casos, quando os açudes são muito rasos e com grande área superficial, há mais perdas do que benefícios", diz. Por conta disso, sistemas menores de armazenamento, como as cisternas, são mais adequados. Mattos cita ainda a instalação de dessalinizadores em poços de água salobra como uma alternativa que já vem sendo testada. Outro problema a ser enfrentado é o desperdício de água na irrigação. Embora tenha um índice inferior ao mundial, 59% da água utilizada no Brasil é destinada a esse fim. Programas como o que vem sendo desenvolvido no Ceará, de substituição de culturas de arroz por fruticultura, têm permitido liberar água para o consumo da população. Fonte: M.C.

sábado, 2 de agosto de 2008

Existem ou existirão guerras pela água?

Existem previsões,que num futuro próximo haverá guerras pela água.Mas acontece que o problema já existe:um dos motivos entre a guerra de Israel contra os Palestinos é pela posse do Rio Jordão. Ja´tem muita gente pensando nesse caso:Segundo o vice-secretário geral da ONU, Hans van Ginkel, "conflitos por causa de água, guerras civis e internacionais ameaçam tornar-se um fator-chave do panorama mundial no século xxi"“As guerras futuras terão lugar na Ásia Central e no Mar Cáspio, donde estes recursos seguem abundantes e, os governos, por demasiado débeis para proteger-los, afirma Michael Klare, analista de doutrina estratégica dos EUA, segundo informe de Jim Lobe”Klare, professor da Universidade de Hampshire, adverte que não somente os EUA se preparam para esses conflitos, sendo que todas as potências regionais desenvolvem planos para aumentar seu acesso a recursos vitais para a próxima geração.“Com o crescimento da população e o conseguinte aumento a demanda de água e alimentos, cada um dos estados ribeirinhos tentará utilizar ao máximo os recursos disponíveis”. afirma Klare, “E quando as ações de um destes estados provoquem uma diminuição no abastecimento de outros, existirão aí, as condições necessárias para um conflito pela distribuição da água”. Como exemplo, temos a Turquia que vem construindo represas enormes para captação e retenção de água nos Rios Tigre e Eufrates, históricos de formação da Mesopotâmia. Consoante FAJARDO (José Carlos García) “a guerra pela água já começou, ainda que, todavia, somente se fale dos hidrocarbonos. Como resultado, os conflitos se transladaram cada vez mais a regiões com recursos naturais abundantes, que haviam sido esquecidas durante a guerra fria” (USA x URSS). O resultado, consoante Klare, é “uma nova geografia estratégica, definida pela concentração de recursos e não pelas fronteiras políticas”. Os Estados não teriam tanta importância quanto os interesses nesta escalada cega dos poderes econômicos sobre os sociais. – “Padecerão os seres humanos, reduzidos a meros recursos úteis para serem explorados”. Klare cita ainda que “a luta por água doce pode fazer-se crítica nos próximos anos em vastas áreas que se estendem desde o norte da África até Ásia Meridional. Existem estudo que demonstram que na Europa se estão comprando e privatizando todos os recursos hídricos”. Diferente cenário vemos no Brasil, mais precisamente em Minas Gerais onde várias empresas de exploração de água mineral foram vendidas a Multinacionais. (fonte http://www.pericia.eng.br/artigo.php?id=40).