sexta-feira, 11 de julho de 2008
Boas ações na preservação dos recursos hídricos
O disperdício das águas nas grandes ciadades
As capitais brasileiras perdem quase metade (45%) da água retirada dos mananciais em vazamentos de redes de abastecimento, fraudes e falhas de medição. Os 6,14 milhões de litros desperdiçados diariamente nas grandes cidades do País seriam suficientes para atender a 38 milhões de consumidores. A capital do desperdício é Porto Velho, que perde 78,8% da água encanada. Por isso, escovar os dentes com a torneira aberta, demorar horas no chuveiro ou deixar vazamentos sem conserto é o primeiro passo para as torneiras de muita gente morrerem de sede no futuro… A água é uma das maiores riquezas que existe, e não pode ser jogada fora. O estudo, inédito pela abrangência, ressalta a necessidade urgente de adoção de medidas para expandir as regiões de preservação ambiental e as redes de saneamento básico, assim como para conter a invasão de áreas de mananciais e recuperar aquelas que já foram degradadas em função da falta de planejamento urbano eficaz - o que acontece na maior parte das grandes cidades. O estudo recomenda, ainda, a intensificação dos esforços de educação ambiental, para que a população compreenda que também é responsável pela conservação da água. Na região metropolitana de São Paulo, a mais rica do País, a Sabesp produz mais de 3,4 bilhões de litros de água por dia, mas pelo menos 30,8% (mais de 1 bilhão de litros) são desperdiçados. A perda se iguala a todo volume retirado da Represa de Guarapiranga para o abastecimento da população. Desse total, 65% correspondem a vazamentos nas velhas redes de distribuição. Outra parte desaparece na submedição dos hidrômetros e nos roubos de água realizados por meio de ligações clandestinas - ao desperdício, portanto, soma-se a fraude. A água perdida ou desviada em um dia seria suficiente para abastecer por pelo menos 15 dias uma cidade como Diadema, com mais de 395 mil habitantes. A perda de água na cidade de São Paulo é menor que a perda média nas demais capitais estaduais, mas está absurdamente longe do nível internacional. Em alguns bairros, o desperdício é absurdo. Em Higienópolis, por exemplo, gasta-se, em média, 500 litros de água per capita por dia e um dos motivos é a falta de manutenção das velhas redes hidráulicas dos prédios. Como a conta de consumo é coletiva na quase totalidade dos condomínios, os vazamentos ficam anos sem ser percebidos. A par da divulgação do estudo, o Instituto Socioambiental lançou, na quarta-feira, a campanha De Olho nos Mananciais, destinada a incentivar os consumidores a economizar água e os governantes a cumprir a parte que lhes cabe na preservação das áreas de mananciais - a água, afinal, não é um recurso infinito.
Fonte: Jornal da Ciência, Jornal de SP e Canal Kids.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Interferências Humanas no Ciclo Hidrológico
Toda a água do planeta se mantém em constante movimento, passando de um estado para outro e, assim, sustentando a vida na Terra. É o que chamamos de ciclo hidrológico. Até 25% da água que cai como chuva pode ser intercepitada pelas copas das árvores. O restante escoa pela superfície do solo ou nele se infiltra. Cerca de 1% da água que cai é retida para formaçao de matéria orgânica que constitui os seres vivos. O restante atinge os mares, caindo diretamente neles ou a eles chegando através de cursos d'água. As interferências humanas quebram esse ciclo natural da água com o desmatamento, pecuária, queimadas, invasão humana na área rural,... Nas áreas urbanas, há a impermeabilidade do solo, falta de cobertura vegetal e poluiçao.
Fonte: Sorriso
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